Do Morro da Liberdade ao Desfile: As Mulheres que Comandam a Império do Cajual em 2026

No vibrante cenário do Carnaval de Manaus, onde as cores, os ritmos e as tradições se entrelaçam para celebrar a identidade amazônica, a Grêmio Recreativo Escola de Samba Império do Caju surge como um símbolo de resistência e alegria. Fundada na zona sul da capital amazonense, a escola carrega em sua essência o pulsar da comunidade do Morro da Liberdade, misturando samba, garra e orgulho local. Em 2026, ano em que o carnaval ganha contornos ainda mais intensos, duas mulheres emergem como figuras icônicas dessa agremiação: Estifanny Eduarda e Gabriele Fabrícia. Suas histórias, entrelaçadas ao legado da Império do Caju, inspiram não apenas os sambistas, mas toda uma geração que vê no carnaval uma forma de expressão cultural e empoderamento feminino.

Estifanny Eduarda é destaque como rainha da Império do Caju no Carnaval de Manaus 2026

O brilho, a garra e o samba non pé de Estifanny Eduarda têm encantado o público no Carnaval de Manaus 2026. Atual rainha da escola de samba campeã do Grupo Experimental, a Império do Cajual, ela representa a força da comunidade do Morro da Liberdade e a tradição que pulsa forte no coração da zona sul da capital amazonense. O samba sempre esteve presente em sua vida. Vinda de uma família apaixonada pela cultura carnavalesca, Estifanny cresceu envolvida nos ensaios, nas fantasias e na batida contagiante da bateria.

Desde pequena, já demonstrava carisma e talento, mostrando que o ritmo corria em suas veias. Moradora do bairro Morro da Liberdade, ela construiu sua trajetória com dedicação e amor pela arte. Em 2026, também desfilou pela Império do Mauá, do Grupo B do Carnaval de Manaus, ampliando ainda mais sua experiência na avenida e reforçando seu nome entre os grandes destaques da festa.

Na Império do Cajual, além de rainha, Estifanny também já ocupou o posto de rainha de bateria, sendo peça fundamental na conquista do título do Grupo Experimental. Sua energia contagiante, aliada ao talento e à elegância, levou emoção ao público e ajudou a escola a alcançar o tão sonhado campeonato.

Com muito samba no pé e um sorriso que ilumina a avenida, Estifanny Eduarda leva alegria à passarela do samba, transformando cada desfile em um espetáculo inesquecível para todos os brincantes que prestigiam o Carnaval de Manaus. Ela é, sem dúvida, um dos grandes símbolos da nova geração do samba na cidade — unindo tradição, comunidade e paixão pela cultura popular.

Gabriele Fabrícia brilha como madrinha de bateria da Império do Cajual

A história de Gabriele Fabrícia com o samba é daquelas que nascem no coração e crescem junto com a comunidade. Atual madrinha de bateria da Grêmio Recreativo Escola de Samba Império do Caju, Gabriele carrega no brilho do sorriso e na firmeza do samba no pé o amor que começou ainda na infância.

Criada no bairro Morro da Liberdade, em Manaus, Gabriele sempre esteve rodeada pela família e pela cultura do samba. Ao lado da tia, do tio e de outros familiares, frequentava ensaios e eventos, vivendo intensamente o clima carnavalesco da comunidade. Foi nesse ambiente que nasceu sua paixão pela avenida.

Ainda criança, deu seus primeiros passos no carnaval integrando a ala mirim da Reino Unido da Liberdade, onde começou a mostrar talento, carisma e desenvoltura.

O destaque natural não demorou a render novos convites. Mais tarde, foi convidada para desfilar como Mulata de Ouro na Escola de Samba Cidade Alta, consolidando seu nome entre as grandes beldades do carnaval manauara.

Hoje, como madrinha de bateria da Império do Cajual — escola do coração e representante do Morro da Liberdade — Gabriele vive um dos momentos mais especiais de sua trajetória. Em 2026, a agremiação conquistou o título do Grupo Experimental do Carnaval de Manaus, marcando uma vitória histórica e o acesso ao Grupo B. E lá estava ela, à frente da bateria, esbanjando elegância, energia e muito samba no pé.

Na avenida, Gabriele Fabrícia arranca suspiros do público e emociona a comunidade. Sua presença é mais do que beleza: é representatividade, tradição e amor pelo samba. Sua história é prova de que o carnaval é feito de sonhos que começam pequenos, mas que, com dedicação e paixão, ganham o tamanho da Sapucaí.

Uma trajetória linda que segue sendo escrita ao som dos tamborins e do coração do Morro da Liberdade.

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