Manaus (AM), 9 de abril de 2026 – Um vídeo gravado dentro da Maternidade Ana Braga, na zona Leste de Manaus, viralizou nas redes sociais ao mostrar gestantes aguardando atendimento em bancos comuns, ambiente quente sem ar-condicionado e relatos de alta hospitalar sem comunicação prévia às famílias. A cena gerou indignação da população e reacendeu críticas sobre a precariedade da rede pública de saúde do Amazonas.
De acordo com testemunhas, pacientes em trabalho de parto foram mantidas em condições inadequadas, enquanto acompanhantes reclamaram da falta de informações sobre procedimentos médicos. O caso ganhou repercussão em plataformas como Facebook e Instagram, onde usuários denunciaram a desorganização e a superlotação da unidade.
O Podcast Fala Enfermagem divulgou uma Nota de Repúdio contra a exposição indevida do enfermeiro Edicarlos Santos da Silva, citada no vídeo. A entidade destacou que profissionais de enfermagem não possuem autonomia legal para conceder alta hospitalar ou realizar transferências de pacientes, funções que cabem exclusivamente a médicos e protocolos institucionais. O comunicado reforçou que a divulgação contribuiu para a desinformação e fragiliza a valorização da categoria.
A Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM) informou que a paciente mencionada no vídeo foi avaliada pela equipe médica e indicada para transferência, mas recusou o procedimento e optou por deixar a unidade por decisão própria. A pasta também afirmou que o sistema de ar-condicionado está em funcionamento e que os atendimentos seguem dentro da normalidade.
A Maternidade Ana Braga é referência em partos de alta complexidade no estado, mas denúncias de superlotação e falta de estrutura são recorrentes. O episódio reforça a necessidade de investimentos na rede hospitalar e de valorização dos profissionais que atuam na linha de frente do cuidado.
