O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskiy, afirmou nesta quarta-feira (25) que, após uma conversa telefônica com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi acordado que a próxima rodada de negociações trilaterais — envolvendo Ucrânia, Rússia e Estados Unidos — deve abrir caminho para uma reunião direta entre os líderes dos países.
Segundo Zelenskiy, as negociações tripartidas sobre um acordo de paz estão previstas para o início de março. “Esperamos que esta reunião crie uma oportunidade para levar as negociações ao nível dos líderes. O presidente Trump apoia esta sequência de passos”, escreveu o presidente ucraniano em sua conta no X (antigo Twitter).
A ligação telefônica contou com a participação dos negociadores norte-americanos Steve Witkoff e Jared Kushner. Zelenskiy destacou o envolvimento ativo dos Estados Unidos no processo de paz e agradeceu o envio de mísseis para sistemas de defesa aérea, que ajudam a Ucrânia a resistir aos ataques durante o inverno.
Na quinta-feira (26), está prevista uma reunião em Genebra entre o chefe da equipe de negociação ucraniana, Rustem Umerov, e os enviados americanos Witkoff e Kushner. O encontro deve tratar de um “pacote de prosperidade”, documentos econômicos e planos de reconstrução pós-guerra.
Zelenskiy ressaltou que as maiores dificuldades para o fim do conflito não são mais de ordem militar, mas sim relacionadas à vontade política de encerrar a guerra e à questão territorial. Ele também rebateu alegações russas de que a Ucrânia estaria buscando armas nucleares, classificando-as como tentativa de pressão política, e pediu uma reação dos Estados Unidos à retórica de Moscou.
Embora a agência russa Tass tenha mencionado a possível presença do enviado russo Kirill Dmitriev em Genebra, não houve confirmação oficial por parte da Rússia. As posições de Moscou e Kiev seguem distantes, especialmente em temas como territórios ocupados e condições para a paz.
A conversa entre Zelenskiy e Trump ocorre em um momento em que o conflito na Ucrânia se aproxima de quatro anos desde o início da invasão russa em grande escala.
Fonte: Agência Brasil
