Ataques aéreos israelenses matam ao menos 11 palestinos em Gaza

Ataques aéreos realizados por Israel em diferentes áreas da Faixa de Gaza neste domingo deixaram pelo menos 11 palestinos mortos, de acordo com autoridades de saúde palestinas. Os militares israelenses afirmaram que as ações foram uma resposta direta a violações do acordo de cessar-fogo por parte do Hamas.

Segundo médicos e serviços de saúde em Gaza, um dos bombardeios atingiu um acampamento de tendas que abrigava famílias deslocadas, matando ao menos quatro pessoas. Outros cinco óbitos foram registrados em Khan Younis, no sul do enclave, e uma pessoa foi morta a tiros no norte da região. Além disso, ataques visaram o que seria um comandante do Jihad Islâmico – grupo aliado ao Hamas – no bairro de Tel Al-Hawa, na cidade de Gaza.

Um oficial militar israelense classificou os ataques como “precisos” e em conformidade com o direito internacional. Ele explicou que as ações ocorreram após militantes do Hamas emergirem de um túnel e cruzarem a “Linha Amarela” – zona de separação acordada no cessar-fogo –, em direção a tropas israelenses na área de Beit Hanoun. Israel considera essa incursão uma violação grave do acordo.

Hazem Qassem, porta-voz do Hamas em Gaza, condenou os bombardeios como um “novo massacre” contra civis deslocados e uma “grave violação” da trégua. Ele pediu que participantes da primeira reunião do Conselho Internacional de Paz para Gaza – iniciativa promovida pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, marcada para quinta-feira (19) – pressionem Israel a respeitar o cessar-fogo e implementar plenamente o acordo.

O cessar-fogo vigente tem sido marcado por acusações mútuas de descumprimento entre Israel e o Hamas. Desde o início da trégua, o Ministério da Saúde de Gaza relata que mais de 600 palestinos foram mortos por forças israelenses, enquanto Israel informa a morte de quatro soldados em incidentes na região.

O conflito atual teve início com o ataque do Hamas ao sul de Israel em 7 de outubro de 2023, que resultou em mais de 1.200 mortes segundo dados israelenses. A resposta militar de Israel em Gaza já causou mais de 72 mil mortes palestinas, conforme o Ministério da Saúde local.

O plano proposto por Trump para o enclave inclui o cessar-fogo duradouro, o desarmamento do Hamas, a reconstrução de Gaza e a criação de uma força de estabilização autorizada pela ONU. Autoridades americanas indicaram que Trump deve anunciar detalhes de um pacote de bilhões de dólares para reconstrução durante a reunião da próxima semana em Washington.

A situação continua tensa, com ambos os lados trocando acusações enquanto esforços diplomáticos buscam consolidar a trégua.

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