David Almeida reafirma pré-candidatura ao Governo do Amazonas: “Não tem como recuar”

O prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), reafirmou em entrevista à TV A Crítica sua intenção de disputar o Governo do Amazonas nas eleições de 2026, declarando que “não tem como recuar” da pré-candidatura. Ele destacou que sua decisão é independente de apoios partidários ou de grandes lideranças políticas, e que enfrentará a disputa mesmo com estrutura menor, como tempo reduzido de TV.

David lembrou vitórias anteriores — como a eleição suplementar para governador em 2018 e as municipais em 2020 e 2024 — conquistadas apesar de desvantagens semelhantes. “O povo sabe quem trabalha. Pode até ter maior tempo, mas não tem mais trabalho, não tem mais entregas, não tem mais propostas e muito menos disposição do que eu”, afirmou.

Sobre alianças, o prefeito minimizou a saída do vice-governador Tadeu de Souza para outros partidos (como União Brasil, PL ou PP), dizendo que o apoio seria bem-vindo, mas não essencial: “Se o Tadeu precisar ir para a União Brasil, para o PL, para o PP, não tem problema nenhum para mim. Se eu tivesse o apoio dele seria bom, se não tiver eu vou enfrentar do mesmo jeito”. Ele também comentou a possibilidade de o senador Eduardo Braga (MDB) apoiar Omar Aziz (PSD), mas reforçou que nada altera seus planos.

Em paralelo, David criticou duramente a Operação Erga Omnes, deflagrada pela Polícia Civil do Amazonas em 20 de fevereiro de 2026, que resultou na prisão de sua ex-chefe de gabinete, Anabela Cardoso Freitas, e outros suspeitos de integrar um suposto “núcleo político” ligado ao Comando Vermelho (CV), investigado por lavagem de dinheiro e conexões criminosas.

O prefeito alegou que o Judiciário e o Ministério Público foram “induzidos ao erro” por um delegado “midiático” — identificado como Marcelo Martins —, que teria conduzido a operação em sete estados com apenas três investigadores. Segundo ele, a investigação estaria sob influência do senador Omar Aziz (PSD), seu principal adversário na corrida pelo governo. David revelou ter sido alertado sobre a operação em outubro de 2025, durante reunião na residência de Aziz, o que interpretou como intimidação política na véspera do lançamento de sua pré-candidatura.

“Eu respeito a Polícia Civil, o Judiciário e o Ministério Público. O Judiciário e o Ministério Público foram induzidos ao erro por um delegado midiático que fez uma operação em sete estados, com três investigadores, que todo mundo já sabia. Essa investigação estava na mão do meu adversário, o senador Omar Aziz”, declarou. Ele negou ataques à instituição policial como um todo, mas questionou a imparcialidade da ação.

A operação, que cumpriu 14 mandados de prisão (oito no Amazonas), contou com apoio interestadual e visa desarticular esquemas de tráfico, lavagem e corrupção. A Prefeitura de Manaus informou que nem o prefeito nem a administração municipal são alvos diretos da investigação.

Entidades como a Associação dos Magistrados do Amazonas (Amazon) e a Associação Amazonense do Ministério Público (AAMP) defenderam a legalidade e imparcialidade das decisões judiciais e ministeriais. O governador Wilson Lima rebateu as críticas de David, classificando-as como “inaceitáveis” e “inadmissíveis” contra as instituições. O senador Omar Aziz não se manifestou publicamente sobre as acusações.

David planeja intensificar a pré-campanha após deixar a prefeitura em abril de 2026 (quando o vice Renato Júnior assumirá), com programa de rádio, viagens ao interior e parcerias com vereadores, ex-prefeitos e prefeitos locais. Antes de sair, anunciou 43 novas entregas em Manaus, incluindo ordem de serviço para o Hospital Municipal, Aquário Municipal, primeira etapa do Parque Rosa Almeida e aterro sanitário.

Foto: Reprodução TV A Crítica

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