O Irã rejeitou veementemente as afirmações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que o país teria solicitado um cessar-fogo no conflito em curso no Oriente Médio.
Horas após Trump anunciar nas redes sociais que o “novo presidente do regime iraniano” havia pedido uma trégua aos EUA, o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irã, Esmail Baghaei, classificou a informação como “falsa e infundada”. A declaração foi divulgada pela agência de notícias iraniana Mehr.
Trump havia escrito que consideraria o cessar-fogo somente quando o Estreito de Ormuz estivesse “aberto, livre e desimpedido”. Ele ainda ameaçou continuar os bombardeios contra o Irã “até à aniquilação” ou “até que regresse à Idade da Pedra”, caso a condição não fosse cumprida. O presidente americano também anunciou um importante discurso à nação sobre a guerra para as 21h (horário de Washington).
A embaixada do Irã em Madri já havia negado a informação mais cedo, publicando uma captura de tela da postagem de Trump nas redes sociais.
O conflito atual teve início em 28 de fevereiro, quando os Estados Unidos, em conjunto com Israel, iniciaram uma ofensiva contra o Irã. Teerã respondeu com ataques a interesses norte-americanos e israelenses na região e com o bloqueio do Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do comércio petrolífero mundial.
Até o momento, a guerra já resultou em mais de 3 mil mortos, a maioria no Irã e no Líbano. Trump afirmou ainda que os EUA pretendem se retirar do conflito no Oriente Médio em “duas ou três semanas”.
A negação iraniana reforça a tensão entre os dois países e mantém aberta a possibilidade de continuidade dos confrontos na região.
