Embaixador do Irã confirma 1.332 mortes de civis em conflito com EUA e Israel

O embaixador do Irã junto às Nações Unidas, Amir Saeid Iravani, afirmou nesta sexta-feira (6) que pelo menos 1.332 civis iranianos foram mortos até o momento no conflito envolvendo o Irã, Israel e os Estados Unidos. Segundo o diplomata, milhares de outras pessoas ficaram feridas em decorrência dos ataques.

Em declarações a jornalistas na sede da ONU, em Nova York, Iravani acusou os Estados Unidos e Israel de direcionarem deliberadamente seus ataques à infraestrutura civil iraniana. Ele contrastou essa ação afirmando que o Irã tem como alvo exclusivamente locais militares, e não civis. O embaixador acrescentou que Teerã não visa interesses de países vizinhos e está investigando alegações de que teria atingido instalações não militares – possivelmente atribuindo alguns incidentes a interceptações ou interferências do sistema de defesa americano, que poderiam ter desviado mísseis de alvos pretendidos.

O conflito escalou após a morte do aiatolá Ali Khamenei no primeiro dia das hostilidades, o que levou o presidente dos EUA, Donald Trump, a exigir a “rendição incondicional” do Irã e afirmar que o novo líder supremo deveria ser “aceitável” aos olhos externos. Iravani classificou essas declarações como “uma clara violação dos princípios de não interferência nos assuntos internos dos Estados”, previstos na Carta das Nações Unidas. Ele reforçou que a escolha da liderança iraniana seguirá estritamente os procedimentos constitucionais e dependerá exclusivamente da vontade do povo iraniano, sem qualquer interferência estrangeira.

Entre os episódios destacados, um ataque a uma escola de meninas no último sábado (28 de fevereiro) resultou na morte de dezenas de crianças, com investigações preliminares apontando possível responsabilidade de forças americanas – embora sem conclusão definitiva. Horas após os comentários de Trump, o presidente do Irã anunciou que países não identificados iniciaram esforços de mediação, sinalizando as primeiras tentativas diplomáticas para encerrar o conflito.

Tanto os Estados Unidos quanto Israel negam as acusações iranianas de ataques deliberados a civis, afirmando que suas operações visam exclusivamente objetivos militares.

Fonte: Agência Brasil

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