O prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), voltou a afirmar categoricamente que não recuará de sua pré-candidatura ao governo do Amazonas nas eleições de 2026. Em declarações recentes, durante eventos públicos e solenidades, ele usou a frase emblemática “comigo não tem ré, eu não recuo” para reforçar sua decisão de renunciar ao cargo de prefeito nos próximos dias, atendendo às regras de desincompatibilização eleitoral.
A reafirmação veio especialmente após o governador Wilson Lima (União Brasil) anunciar que cumprirá integralmente seu mandato até 5 de janeiro de 2027, descartando renúncia para disputar o Senado ou outro cargo. David classificou a escolha de Lima como “individual” e criticou o desgaste nas relações entre as gestões, citando pendências em convênios, impasse no Passe Livre e obras de mobilidade urbana.
Com a renúncia iminente, o vice-prefeito Renato Júnior (Avante), atual secretário de Infraestrutura, deve assumir a Prefeitura de Manaus. David destacou seu legado à frente da capital, incluindo programas como Prato do Povo, Mãe Manauara, Leite do Meu Filho, SOS Funeral, primeiro albergue municipal e Casa de Passagem.
No entanto, o cenário político mostra desafios: fontes de bastidores indicam que David enfrenta isolamento político após rompimentos com aliados, desgaste com instituições e alta rejeição em pesquisas internas. O avanço da aliança entre os senadores Eduardo Braga e Omar Aziz consolida um bloco majoritário, reduzindo o espaço para sua candidatura e levando a avaliações internas sobre um possível recuo estratégico — embora o prefeito publique e reforce publicamente a manutenção da disputa.
A engrenagem da pré-campanha segue em movimento, com foco em construir base para enfrentar o que aliados descrevem como uma disputa desigual. A renúncia deve ocorrer até o início de abril para viabilizar a candidatura majoritária.
